sábado, 14 de abril de 2018

O TRIDENTE DO EXU, O QUE SIGNIFICA?



Há diversas explicações e eu tentarei colocá-las claramente aqui 

Explicação 1
Quando falamos no tridente, alguns pensam ser uma forma do mal, mas isso não é verdade. Desde o primórdio da natureza, Deuses e tridentes já se misturavam, videm Poseidon, o Deus dos Mares para os gregos antigos,/Netuno, para os romanos; Shiva, na Índia. O tridente é o símbolo do poder e assim é com exu.

O tridente é uma simbologia magística do ternário em conjunção com a mãe terra, ou seja, representa as três pontas voltadas para cima, buscando alcançar o limiar das alturas e, com isso, a evolução espiritual que se faz necessário a todos os seres, quer sejam encarnados quanto desencarnados; e sendo que a sua base vai a terra é indicativo que essas entidades (exus e pombagiras) estão atreladas à vida mundana da terra e com ela buscam a sabedoria e o equilíbrio necessário para que assim possam crescer materialmente. O tridente, em si mesmo, possui os quatro elementos primordiais: o ar (simbolizado pelo número 3), água e fogo, devido as suas três pontas voltadas para cima, e ao elemento terra (que é associado simbolicamente pelo numero 4), devido a haste central que tem como base a terra, formando em si mesmo uma ferramenta magisticamente perfeita – se somarmos 3+4 teremos a junção do setenário celestial que é o número 7, simbolizando que as entidades que dela fazem uso, são entidades que, mesmo tendo sua base terrena, possuem o desejo de crescimento evolutivo dentro de si; trabalham tanto para o aperfeiçoamento próprio como para o humano.
Mesmo que estes (os homens) não possam entender as suas atitudes e, portanto, pode até aparecer muita loucura para muitos em sua fase terrena e cármica de passagem, para Deus e toda a espiritualidade é de uma sabedoria enorme; portanto, demonstra que mesmo trabalhando de forma contraditória, e tão muitas vezes criticada, exu sabe muito bem o que está fazendo (“Exu não dá ponto sem nó” – exu Marabô).

As duas pontas equidistantes do meio do tridente demonstram duas coisas, a saber:
- exu, como agente magístico, trabalha como uma entidade meta (positiva, negativa e neutra) e seu poder central está adormecido e, uma vez acordado, deverá ser usada com sabedoria, pois exu não volta atrás depois de ter aceito um trabalho...
- outro fator importante simbolizado nas pontas do tridente é que o exu é um senhor que comanda espíritos que obedecem as suas diretrizes e suas ordens. O exu mesmo está encerrado simbolicamente na haste central; e, aos espíritos que agem sob seu comando, são representados pelos dois outros vértices das pontas do tridente. E este é um dos motivos do porquê o exu, em muitas vezes, pede ebós para trabalhar, pois trabalha em conjunto com alguns espíritos que ainda estão em evolução e que se utilizam, ainda, de elementos terrenos como espécie de pagamento pelos serviços prestados...

Quando um tridente é fixado em assentamento, suas forças se intensificam mais ainda, pois a ele são associados a mais 2 elementos: o fogo, que é utilizado no ato de purificação deste tridente, na hora de assentar essa energia, e a água, que é implantada através de bebidas alcoólicas, que serão aficionadas durante este mesmo processo, junto com Axés pertencentes ao Axé do exu correspondente que será fixado. Então teremos as energias acumulativas dos 4 elementos da natureza, funcionando em uma ferramenta magisticamente poderosíssima e, que pelo bem da natureza, deverá ser usada com bom senso e sabedoria pelo exu, seu médium e por todas as pessoas que desse se fazem utilitários.

Isso prova, mais uma vez, que exu é o rei da encruzilhada, dos elementos e o senhor que domina todos os elementos.

Alguns dizem que o tridente curvo (geralmente em vermelho) é de pomba-gira e o reto (geralmente em preto) é o de exu. Outros já dizem que os tridentes curvos são de entidades do fogo e do ar e os retos são de exus da água e da terra.

O tridente do exu não é o garfo alusivo do Demônio ensinado pelos cristãos. Considerado o mensageiro dos Orixás, exu vitaliza ou neutraliza qualquer um dos sete sentidos dentro da lei cármica.

Eles precisam dessas armas para poderem dominar os espíritos perdidos, revoltados e trevosos e leva-los para o tratamento devido e ponto. O tridente usado pelos exus são imprescindíveis para que “Faça-se a Luz”, pois os nossos amigos de todas as horas também estão a serviço de Deus e buscando a Luz da Evolução.

OBS: exu traz o tridente representando tão somente nossos caminhos e os mistérios que ele carrega consigo. Contudo, o tridente foi incorporado a ele, aqui no Brasil, por força do sincretismo, que o associou de forma equivocada à figura demoníaca, pois na África seu fetiche é um cajado nodoso, que usa para se transportar de um lado a outro, e um pênis de madeira, pois lá ele é o Orixá responsável pelo desejo entre o homem e a mulher, para que possam se reproduzir; sendo assim ele está de forma, direta, ligado à reprodução humana, juntamente com Iemanjá e Oxum. A primeira por ser responsável pela geração de uma vida no útero materno, a segunda por ser responsável pela retenção do sangue, garantindo assim que a menstruação não expulsará o feto que Iemanjá está criando.

Explicação 2

O tridente representa a dualidade do exu, pois exu não é bom nem mau.

Explicação 3 
Diz-se que o tridente é uma “homenagem” à Iemanjá, já que ela é a rainha absoluta da calunga grande (mar) e o tridente faz referência a uma âncora. Isto ocorre porque teria sido Iemanjá o Orixá que deu o tridente a Exu, seu filho mais velho. Iemanjá também comanda as sete linhas de Exu.

Explicação 4 
É um instrumento que os exus usam para equilibrar as energias captadas. As energias são captadas pelas pontas menores e, depois de equilibradas, são dispersadas pela ponta do meio, que é maior.

Explicação 5

Coincidência ou não, o tridente aparenta um homem com os braços elevados, como quem busca a evolução, seja da terra para o céu ou das profundezas dos mares para a terra... Diferente do Anks ou da cruz, que aparentam um homem de braços abertos como que em comunhão com o cosmos.
Talvez então o tridente poderia ser o símbolo do homem que busca elevar-se e a cruz o símbolo do homem elevado.
Que viagem, hein? Mas até que faz sentido... E, talvez, tenha também sido por isso que a Igreja colocou como símbolo do Diabo, pois ele queria ser superior a Deus – o símbolo como tentando alcançar a elevação.

Explicação 6


As três pontas do tridente representam as três pulsões: sexualidade, auto conservação e espiritualidade (auto-realização) – fonte de todos os desejos facilmente exaltados e da natureza imanente. A sexualidade e a auto conservação são forças indispensáveis para a vida, mas que também representam o perigo da perversão e a fraqueza essencial que pode possuir o homem.

ENTREVISTA: RUBENS SARACENI - "EXU É UM ORIXÁ

"É indiscutível que Exu é um Orixá"

 Por  Alexandre Cumino

Entrevista do médium e macerdote de Umbanda Rubens Saraceni à Revista Espiritual de Umbanda, Edição Especial 1, ano I, Editora Escala.

Rubens Saraceni
 “Exu é o Guardião das Passagens e Porteiras que existem em nosso mundo visível, protegendo, para que não adentrem em nosso ambiente as influências negativas. Sua característica mais marcante é a de transmissor da fertilidade e da fecundação. Caminha no tempo e espaço com tranqüilidade, abrindo nossos caminhos. Difícil falar de Exu sem comentar a controvertida face do mal que se formou no imaginário popular. Outro ponto bastante discutível é se ele é um Orixá ou apenas mais uma Entidade representativa do ser humano. Mas Exu é muito mais que isso; tanto pode se apresentar no mundo visível que conhecemos, como também no mundo dos Orixás, Entidades e Espíritos dos Mortos.

Exus são Entidades muito poderosas, mas qualquer um que se utilize de sua vibração deve tomar sempre muito cuidado para não causar um desequilíbrio energético. Ele é o mensageiro, aquele que leva nossos pedidos até o conhecimento dos Orixás. Na época da escravidão, os negros africanos dançavam nas senzalas e os brancos entendiam como uma simples saudação aos seus deuses. Mas ali incorporavam seus Exus que, com seu jeito de se movimentar e gritar, acabavam por assustá-los. Estes, os brancos, agrediam os médiuns, dizendo que estavam possuídos pelo demônio. Com o tempo, os brancos conheceram melhor a religiosidade africana e sabiam das entregas feitas a Exu, confirmando, em sua visão deturpada, a “incorporação do demônio”.

Dessa forma, essas e outras incorporações mal interpretadas foram se inserindo na mentalidade do povo, fazendo com que esse grave erro de entendimento perdurasse por muitos anos, acima de seu verdadeiro contexto. Infelizmente, nosso querido Guardião Exu ainda é visto por muitos como aquele que faz o mal, e se satisfaz com o que esse mal possa provocar. Durante anos e anos, segmentos religiosos contrários fizeram de tudo para atribuir-lhe conceitos errôneos, criando demônios para defini-lo. Tudo isso não passa de uma grande e injusta mentira, que hoje, graças à evolução, está sendo derrubada, fazendo com que muitos conheçam sua verdadeira função e atividade, que é a de guardião e controlador da Criação e do Universo. É através do Exu que nós, seres humanos, conseguimos exercer nosso livre arbítrio, falando diretamente de nosso coração. “Muitos procuram Exu para satisfazer desejos mesquinhos de vingança, sem se importar com a Lei da Evolução, que é implacável e devolve tudo quando menos se espera.”

O que caracteriza hoje a Gira de Esquerda e até que ponto ela é importante para a Umbanda?
— Em minha opinião, a Gira de Esquerda é indispensável para a Umbanda, porque trabalhamos com a força dos Orixás, e quem trabalha com a força dos Orixás deve também se utilizar da Linha de Esquerda, onde trabalham as Entidades que lidam, controlam e refreiam um pouco as investidas dos espíritos do baixo astral. Nas Giras de Esquerda, Exu e Pomba-Gira são indispensáveis, porque são eles que lidam com essas forças negativas.

Em sua concepção, Exu é um Orixá ou uma Entidade?
— É indiscutível que Exu é um Orixá com a mesma grandeza que os outros. Assim como o Orixá Ogum, em que as linhas de trabalho se apresentam como Caboclos de Ogum, o Orixá Exu tem suas linhas de trabalho que se apresentam como Exus dos mais variados campos: Exus das Encruzilhadas, Exus do Cemitério, Exus das Matas, Exus das Pedreiras, que nada mais são do que manifestadores do Mistério Exu na irradiação dos Orixás.

E o Exu possui uma irradiação específica?
A irradiação pura de Exu, dentro da Umbanda, não é trabalhada, ela só é trabalhada através dos Exus que incorporam nos médiuns como Exus de Trabalho, Exus Guardiões dos Médiuns. Nem o grau de guardião é muito explorado na Umbanda.

E o que o senhor me diz com relação ao Exu, através do sincretismo, ter sido associado ao demônio, com coisa do mal?
 — Isso é um mito popular que se criou de que Exu é demônio. A palavra demônio, fazendo aqui um parêntese, é espírito, mas tem essa conotação de coisa trevosa. Exu não é demônio, na religião é elemento religioso, na magia é elemento mágico, na Lei é executor. Então, para nós umbandistas, Exu não tem essa conotação de um ser demoníaco, como no catolicismo essa palavra tem. Acredito até que, por desconhecimento de causa, muitas pessoas acabaram acreditando e ainda acreditam nisso; de onde se criou esse mito popular tão bem explorado por determinadas seitas, que se utiliza de Exu como um “espantalho” para explicar o mal das pessoas, quando sabemos que o mal de cada um reside em si mesmo, e não em seu exterior. Eu não aceito essa conotação, porque trabalhamos com o Exu que ajuda as pessoas, cura, abre os caminhos, e, se fosse esse “demônio” de que tanto falam, não faria tudo isso.

 Alguns Terreiros costumam utilizar roupas escuras em suas Giras de Esquerda. É realmente necessário esse tipo de vestimenta? Quem solicita esse aparato?
 — Isso tudo vai depender da formação do médium. Existem correntes de Umbanda que recomendam que em dia de Gira de Exu os médiuns devem se vestir de preto e vermelho. Eu respeito, mas não adoto esse tipo de trabalho. Em nossa corrente, nas Giras de Exu todos os médiuns estão vestidos de branco e vibram do mesmo jeito que quando recebem qualquer outro tipo de espírito, não será a nossa veste física que irá mudar o etérico. Eu não adoto em nossos trabalhos espirituais o uso das capas e das vestes pretas e vermelhas, mas também não condeno, porque tudo é uma questão de estilização da Linha de Trabalho.

É possível ao Exu prestar a caridade?
 — Da mesma forma que a caridade prestada pelo Caboclo. Dentro do trabalho espiritual, Exu está para servir às pessoas, apenas tem uma forma diferente de trabalho por lidar com as forças negativas dentro daquilo que foi reservado a ele, que precisa de elementos específicos. Enquanto o Caboclo precisa de uma oferenda com frutas, velas coloridas e flores, o Exu precisa da mesma oferenda, mas usando a pimenta, o dendê, pinga, velas pretas, charutos e moedas, elementos característicos que ele manipula com muita facilidade, e usa também esses mesmos elementos para fazer a limpeza etérica e espiritual das pessoas.

E as oferendas a Exu que as pessoas costumam entregar nas encruzilhadas? Por que a encruzilhada?
 — Quando alguém se consulta com Exu e pede uma ajuda, ele fala: Faça uma oferenda para mim na encruzilhada, ou nas matas... Existem Exus que trabalham nos cruzamentos das irradiações divinas, que pedem que se despache para ele na encruzilhada. As pessoas entendem como encruzilhada física, e não é necessariamente essa a encruzilhada. Para fazer uma verdadeira oferenda na encruzilhada, a pessoa teria que construí-la em um ponto mágico, em qualquer lugar. Através daquele ponto mágico a pessoa acessa a vibração que o Exu precisa para trabalhar e ajudá-la. As entregas não precisam ser feitas necessariamente nas ruas, ainda que as pessoas façam e o Exu acabe recebendo ali, porque o objetivo dele é ajudar, não tem culpa que as pessoas desconheçam o lado oculto do mistério dele.

Vamos falar sobre o mistério do demônio. O senhor acredita na existência dessa carga contrária à evolução?
— Eu não admito essa conotação que tem o demônio. Digo que existem as esferas negativas projetadas por nós encarnados, alimentadas por nós mesmos. São freqüências vibracionais que existem na Criação; quem entra em sintonia vibratória com essas freqüências é porque está totalmente negativado, o ser humano é o alimentador disso.

No que diz respeito à evolução, não é necessário também esse processo de cada um no contexto do equilíbrio cósmico?
— Claro que sim. Como podemos admitir que uma pessoa, que teve uma passagem terrível e danosa ao seu semelhante aqui na Terra, depois que desencarna ser recolhida no astral junto com espíritos que aqui fizeram uma caminhada luminosa e que são amantíssimos da paz? A mistura acontece no plano físico, não no plano astral. A Lei Maior criou essas faixas vibratórias justamente para recolher esses espíritos, onde eles passam por um esgotamento energético e emocional, e dali só saem quando estiverem preparados para aceitar determinados procedimentos em acordo com a Lei da Evolução. Enquanto não aceitarem vão continuar ali, como numa prisão.

O senhor acredita que a Terra seja um planeta de provas?
— Não. Acredito que este planeta é muito abençoado, porque, até onde sabemos, até onde a ciência conseguiu nos mostrar até agora, não existe outro planeta habitado por perto, se existe, está muito distante. Se os outros não têm esse lado material, o nosso é um planeta privilegiado.

O senhor possui uma obra literária umbandista na qual retrata essa questão. Fale sobre o livro “O Guardião da Meia-Noite”, que hoje já se tornou um ícone no que diz respeito à questão dos guardiões, da magia dos Exus.
 — O Guardião da Meia-Noite tornou-se de fato um referencial; acredito ter sido o primeiro livro publicado que aborda de forma tão clara o transe evolutivo de um espírito após a sua queda, sua regressão consciencial. Esse livro retrata a história de um espírito que traz em si um poder muito grande, mas que, por razões que são bem descritas, ele acabou indo parar na faixa negativa, e de lá teve coragem de se reerguer, coragem de admitir seu erro, sua culpa, e iniciar o seu processo de subida vibracional, não física. Ele é o guardião de um mistério. O mistério da passagem. A meia-noite nada mais é do que a passagem, ele é um guardião de passagem, assim como existem outros guardiões, de outros campos. São irradiadores de mistério e têm o poder de agregar espíritos ao mistério deles, e esses espíritos passam a ser manifestadores desses mistérios e se apresentam com o nome deles.

Essa obra o senhor considera uma psicografia da Umbanda?
— É uma psicografia e tem um mentor espiritual responsável por ela, que é o Pai Benedito de Aruanda. Pai Benedito disse que esse trabalho era o início, a abertura para as psicografias dentro da Umbanda num sentido literário, criando uma literatura com valores umbandistas, personagens que se manifestam dentro da Umbanda e que muitos outros autores se somariam a isso posteriormente, e isso eu já vi acontecer.

Quais as últimas palavras que o senhor deixa aos nossos leitores no sentido da conscientização do verdadeiro atributo de Exu?
Peço aos leitores que meditem sobre isso: O Exu possui uma característica dupla: tanto pode ser ativado para abrir como para fechar os caminhos. O que as pessoas precisam entender é que Exu é neutro, o responsável pelos atos é quem os pratica. Que cada um use o Mistério Exu em seu benefício e de seu semelhante, nunca para prejudicar o próximo. Assim, estará ajudando na evolução do próprio Exu, tirando seu negativismo, e comecem a resgatá-lo, pois ele é preciosíssimo para a Umbanda, é o Mistério da Esquerda, é indispensável, não podemos ficar sem a Entidade Exu na Umbanda, e não podemos permitir que as pessoas usem seu poder duplo para acertar contas terrenas, porque estarão contrariando a evolução e tudo retornará a elas, com toda certeza.”
 
Fonte: Revista Espiritual de Umbanda, Edição Especial um, ano I, Editora Escala.

Arquétipo Exu Mirim

existem muitos tipos de exu mirim existe o exu caverinha um menininho de calça preta pele corde jambo o lado esquerdo de sua face é encaveirado bebe cocacola com ou sem caxaça aceita doce de todos os tipos preferencia por doces de cor escura temos também o exu mirim da rua um menino negro de calça vermelha bebe guarana com ou sem cachaça o Exu mirim mais conhecido nos terreiros temos também o Exu mal ele que é exu mirim do senhor zé pilintra se apresenta como um menino de calça preta usa uma guia rubro negra no pescoço imita a malandragem de seu irmão zé pilintra se mostrando um malandrinho mirim muito semelhante com aqueles pivetinhos de rua trombadinhas 

Exu
É o mensageiro dos Orixás!
Chefe do 
domínio do negativo!
Atua na Linha do Racional através do chakra Básico. Esta ligado à caminhos, realizações, vitalização espiritual, pois é um transmutador natural.
Saudação: '' Laroyê Exu! ''
Cor: Preto

Pomba GiraAtua na Linha do Emocional através de ondas vibratórias que faz com que o corpo balance para quebrar emoções. Esta ligada aos desejos, objetivos, determinações e motivações.
Saudação: '' Laroyê Pomba Gira! ''
Cor: Vermelho


Exu Mirim
Atua como um acelerador e realizador, além de diluir vicios.
Trabalha diretamente para acelerar processos evolutivos.
Saudação: '' Laroyê Exu Mirim! ''
Cor: Preto

Atuação do Mistério Exu Mirim

Os mirins atuam no campo das intenções. Antes de que a força pomba gira realize com a sua atuação na área dos desejos, as crianças de esquerda já despertaram a intenção para algo. É por isso que, dependendo da situação em que a pessoa estiver, a oferenda para as três linhas da esquerda (exu, pomba gira e mirim) é melhor e até indicada.Exu mirim e pomba gira menina são também os fatores descomplicadores e atrasadores da evolução. Descomplicadores tendo em vista que, num período curto de tempo, descomplicam situações que antes pareciam impossíveis. Atrazadores da evolução no sentido de retirar da pessoa algo que ela tem, mas não possui a maturidade para usufruir daquilo.
A meninada de esquerda costuma ser brincalhona em suas incorporações. São extremamente sinceras em suas falas, raramente (ou nunca) escondem algo. Ás vezes podem parecer desprovidos de educação, porém, estão, se realmente doutrinados, realizando seus trabalhos. São sempre vinculados a algum exu ou pomba gira, sendo estes responsáveis, muitas vezes, pelos nomes que os mirins adotam. 

Observe:

Exu do Lodo → Exu Mirim Lodinho
Exu Calunga → Exu Mirim Calunguinha
Exu Tranca Rua → Exu Mirim Tranquinha
Pomba Gira Maria ... → Pomba Gira Menina Mariazinha ...
Pomba Gira Rosa ... → Pomba Gira Menina Rosinha ...
Pomba Gira da Praia, do Sobrado, da Estrada, etc → Pomba Gira Menina da Praia, Menina do Sobrado, Menina da Estrada, etc.



o médium trabalha sempre com um exu mirim e uma pomba gira menina, porém, um será mais ativo do que outro. Ou seja, um vai incorporar mais do que o outro. Saraceni afirma ainda que os mirins são espíritos que, assim como as crianças de direita, são encantados, vivendo na 7ª dimensão á nossa esquerda.
As incorporações dos mirins são consideradas por muitos como as mais feias da Umbanda, pelo fato de serem eles expositores de tudo o que tem o médium em seu interior.Porém, são, quando regidos pelos devidos exus ou pomba giras, grandiosos trabalhadores.

O Enigma Exu Mirim

No decorrer dos milênios, todas ou quase todas as religiões organizadas tiveram nos gêmeos infantis um dos seus mistérios, e eles ocuparam e ainda ocupam um lugar de destaque em muitas delas.
Na África, em várias religiões, 
os gêmeos estão presentes ou, quando não aparecem juntos, pelo menos um se faz presente. Assim como ocorre entre os índios brasileiros, em que a criança é chamada de curumim e há seres sobrenaturais infantis ou mirins.
Se assim foi, é e será, então temos que identificar melhor 
esse mistério e descobrir algumas de suas funções na Criação, porque a partir daí ele fica fundamentado e o entendimento sobre ele torna-se acessível a todos os umbandistas que, quer queiram ou não, têm à esquerda uma entidade “infantil” cuja companhia não recomenda ao seu filhinho, pois preferem colocá-lo num jardim de infância frequentados só por criancinhas da “direita”.
Afinal, essas crianças da “esquerda” (os Exus e as Pombagiras Mirins) fumam, bebem, e ainda atazanam a vida de quem os ofende ou os desagrada, não é mesmo?

São crianças condenadas ao purgatório ou ao abandono nas “ruas”, largadas não se sabe por quem, pois nenhum Orixá assumiu a paternidade delas e nenhum os recolheu aos seus Domínios na Criação, preferindo enviá-los para os de Exus que, ao contrário dos outros Orixás, não nega abrigo em seus domínios a ninguém.
A todos Exu acolhe e com todos se relaciona amigavelmente. E assim foi na Umbanda, quando ninguém sabia o que fazem com os infantes da esquerda,Exu deu-lhes casa e comida, digo, domínio e campo de ação. 
Firmado no lado de fora dos templos de Umbanda, mas ganhando aqui e acolá um “ebozinho” minguado para resolver complicações indissolúveis, Exu Mirim foi sobrevivendo à mingua e entre a própria sorte... ou azar quem sabe? Isolado no gueto ou no cortiço dos meninos mal educados e desbocados, Exu Mirim raramente entra na “casa grande” (no templo) e, ainda assim, é para limpar e levar embora a sujeira alheia (dos consulentes). Afinal, só raramente o chamam para realizar um trabalho de ponta a ponta, ou seja, do começo ao fim! Mas, boa parte da má educação e do “desbocamento” dessasentidades infantes da esquerda deve-se ao comportamento dos seus médiuns e não ao Orixá Exu Mirim.
Afinal , que melhor momento há para fazer “artes” do que quando incorporado com seu Exu Mirim, não é mesmo?
Que melhor oportunidade há para falar palavrões do que quando incorporado por um espírito “desbocado e mal educado?” Há médiuns que chegam a enfiar os dedos nas narinas e comer ou fingirem que comem “ronhas”, chocando quem os vêem fazendo tal coisa. Há outros que fazem micagens (gestos de macacos) e mostram a língua para os assistentes, além de gestos obscenos
impublicáveis quando incorporados com seus Exus Mirins, fazendo uma pantomima nada religiosa.
Mas isso não é inerente aos Exus Mirins, e sim, à falta de informações dos seus médiuns, pois não se doutrinam nem aos espíritos que incorporam e os usam para extravasarem o que têm em seus íntimos.

Exu Mirim é superior a tudo isso e, mesmo sendo relegado à míngua na maioria dos centros e por um grande número de médiuns umbandistas, vem sobrevivendo com um dos mais fechados dos mistérios da Umbanda e vem resistindo a comentários mais absurdos possíveis já publicados por pessoas que não só o desconhecem como nada sabem sobre ele.


Texto extraído do livro “Orixá Exu Mirim” de Rubens Saraceni, Editora Madras.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Mensagem de um Exú de Umbanda

Passo a tentar esclarecer alguns pontos que são mitos dentro da Umbanda. 

Mitos que foram criados por pessoas que não entendiam o verdadeiro trabalho de Exu na Umbanda, aliás não entendiam o verdadeiro trabalho da Umbanda. 

A Umbanda em sua dinâmica básica lida com espíritos dos mais variados graus de evolução. As entidades, guias e mentores que se apresentam nos terreiros exercem um trabalho incansável contra as forças trevosas. A origem de qualquer coisa em uma religião tem a ver com a função dela dentro da mesma. 

Na Umbanda a origem de Exu está em função da necessidade de existirem guardiões, encaminhadores e combatentes das forças trevosas, que é o trabalho básico da Umbanda. Por isso se diz que “Sem Exu não se faz nada”. Isso não porque Exu não deixa, porque é vingador, traidor ou voluntarioso como querem fazer pensar algumas lendas sobre Exu, mas sim porque não há como combater forças trevosas sem defesa e proteção. Então pode vir a pergunta: “Então nossos guias (caboclos e pretos velhos) não nos protegem e defendem?” Claro que protegem e defendem, entretanto cabe a Exu o primeiro combate, o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior. Esta é a especialidade de Exu, pois conhece profundamente os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira, assim como a dos Caboclos e Pretos Velhos é a de nos orientar e aconselhar. Tudo na Umbanda é organizado, coerente e lógico. Tendo isso em mente, um segundo mito a ser desfeito diz respeito a confiabilidade de Exu. Como disse anteriormente, Exu não é traidor! Qual a lógica de Orixá e entidades de luz o colocarem como guardião, defensor se ele fosse “subornável”, se ele não fosse confiável? Seguindo o mesmo raciocínio outro mito que não tem base alguma é “Exu tanto faz o mal quanto faz o bem e depende de quem pede. Nós é que somos os maus na história”. Não existe “defesa” pior para Exu do que esta, pois trata-se de outra incoerência! Se uma criança sabe diferenciar o bem do mal, como Exu, conhecedor de segredos de magia, manipulador de magia, defensor, combatente de forças trevosas possa ser tão imbecil a ponto de não diferenciar o bem e do mal e o que é pior trair a confiança de Caboclo e Pretos Velhos? E ainda por cima não ter nenhum tipo de aspiração evolutiva, ou seja, ficar sempre entregue a mercê de nossa vontade nunca aspirando evoluir?Aí vem outra pergunta: “Mas eu fui num terreiro e disseram que o trabalho contra mim foi feito por um Tranca Ruas”. Resposta: o trabalho foi feito por um obsessor se passando por Tranca Ruas. Aliás, obsessor se passa por tudo, inclusive por enviado de Orixá, como Caboclo e Preto Velho.E por que isso acontece? Por causa de médiuns invigilantes. Médiuns pouco compromissados com o Astral Superior, médiuns e dirigentes ignorantes. Médiuns e dirigentes que buscam os terreiros de Umbanda para satisfazer as suas baixas aspirações, como válvulas de escape para fazerem “incorporados” o que não tem coragem de fazer de “cara limpa”! Médiuns de moral duvidosa que gritam, xingam, bebem, dançam de maneira grotesca para uma casa religiosa e imputam a Exu esses desvarios. Caso estejam realmente incorporados estão na realidade é sofrendo a incorporação de kiumbas (que são espíritos moralmente atrofiados ou que buscam apenas tumultuar o ambiente). Nunca um Exu ou Pomba Gira de verdade irá se prestar a um papel desses.Outro ponto que gera muita confusão diz respeito a incorporação de Exu, pois já ouvi a pergunta: “Se ele é guardião, quando está incorporado não está “guardando” nada.” Novamente a lógica e a coerência devem falar mais alto do que a ignorância e a incredibilidade.O Exu Guardião não é o que incorpora nos terreiros. Os que incorporam são Exus de Trabalho (como costumamos chamar), de defesa pessoal do médium. Esses Exus também participam dos trabalhos junto aos Exus Guardiões e Amparadores no combate as forças do Astral Inferior, mas os Exus de Trabalho tem um outro tipo de compromisso que é com a Banda do médium e para com a Casa a qual o médium está. Por isso respeitam o templo religioso e não induzem o médium a embriaguez, algazarra ou a comportamentos chulos e deselegantes. São espíritos de luz em busca de evolução. Que estão altamente compromissados com as esferas superiores, com os guias e protetores do médium e com toda a egrégora de luz da Casa na qual o médium está inserido. Trabalhando diretamente com esta egrégora eles auxiliam no combate e encaminhamento dos espíritos que são atraídos pela corrente de desobsessão do terreiro que fazem parte.Entretanto, cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu de Trabalho está abaixo de Caboclo e Preto Velho. Isso não significa que não seja evoluído apenas encontra-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa. Conseqüentemente a sua vibração ou energia de incorporação está mais próxima (ou mais similar) a vibração de terra, exigindo do médium um nível de elevação diferenciado do que quando vai incorporar um Caboclo ou Preto Velho ou até mesmo outro enviado de Orixá. Ou seja, quando o médium se prepara para a incorporação, ele tem que se concentrar e elevar a sua própria vibração, enquanto a entidade incorporante baixa a sua. Quanto mais evoluída for a entidade incorporante, mais sutil é a sua energia e mais exigirá do médium concentração e elevação para a incorporação. Outro aspecto a ressaltar é que esse estágio evolutivo não impede Exu de trabalhar conjunta e harmoniosamente com entidades mais evoluídas, até porque além de trabalharem sob as suas ordens, ou seja, sob as ordens de enviados de Orixá, a questão “hierarquia” é muito bem resolvida no Astral Superior. Lá não existem “disputas” pelo “poder” ou se questiona quem “manda”. Todos estão conscientes de seus papéis e do trabalho que precisa ser realizado, além de trabalharem com um mesmo objetivo, a Caridade! A palavra de ordem de Exu é “compromisso”! Por tudo isso ele não é e nem nunca foi traidor ou “mal”. 

Mensagem Templo Espiritualista de Umbanda Casa de Oxóssi

Escora

Por Anjo Ariano 

A Escora é um Exu. São na totalidade Exus Doutrinados e devidamente preparados para exercer a função de nos dar proteção (em nível de plano material) defendendo-nos de investidas de espíritos do Astral Inferior bem como da ação psíquica de encarnados, porém é sempre bom salientar que seus limites estão no karma de cada 
protegido pois são obrigados a acatar a Lei do Livre Arbítrio ,a Lei do Retorno e a Leis da Ação e Reação . 

Quando ainda estamos na Espiritualidade em processo final de preparo para reencarnar ,nosso Mentor e futuro Guia de Cabeça escolhe um Exu que esteja apto levando em conta não só o preparo técnico mas também a similitude kármica dele para conosco .O Exu por sua vez abraça este trabalho com amor e gratidão e executa de forma exemplar com carinho e dedicação até fim de nossos dias na Terra. 


A similitude kármica é necessária pelo fato que a Escora acompanha-nos quase que 24 horas por dia( desconta-se apenas os horários de sono ou de Templo) o que faz de nós um exemplo para Eles. 

Se agimos corretamente aprendem pelo bom exemplo mas se agimos erroneamente servimos de mau exemplo pois Eles estão como nós em fase evolutiva associada a um processo kármico denso. Isto faz de nós ou bons professores e assim além de nos melhorarmos contribuímos com a evolução Deles e assim teremos o mérito em dobro , ou nos tornamos péssimas companhias(e o pior obrigatórias porque as Escoras não abandonam a missão) e assim além de nos endividarmos infligimos a Eles um processo evolutivo lento e penoso( pois para contrabalançar Eles tem que assumir tarefas extras nos horários livres que normalmente utilizam para aprimorar seus estudos espirituais ) e assim nossa falha é dupla e nossas dívidas serão em dobro. 
A Escora responde diretamente ao nosso Mentor (Guia de Cabeça) que por sua vez responde diretamente ao nosso “Anjo da Guarda” pois o espírito em processo de encarnação é um dos pontos de extrema importância na Espiritualidade Superior ( e nós vemos tantas pessoas não dando o valor devido a própria existência para mais tarde acordarem para a irresponsabilidade praticada ). 

Como a Escora é um Exu e evidentemente não pertence a classe dos Espíritos Puros todas já tiveram encarnações na Terra e ao final de sua missão normalmente recebem o prêmio de uma reencarnação com a qual irá proceder a sua mudança de faixa vibratória e evolutiva ,ou seja quando voltar para a Espiritualidade já será um espírito apto a trabalhar junto as Falanges Primárias (Caboclos ou Pretos Velhos ,onde a forma será determinada por outras encarnações passadas); 

Porém se optar por continuar na Espiritualidade irá passar pelo processo de cruzamento por Falanges Auxiliares (Boiadeiros, Baianos ,etc, onde a forma também será determinada por outras encarnações passadas) até poder atingir as Falanges Primárias. Note que o processo reencarnatório é mais rápido que a permanência na Espiritualidade porque a purificação kármica através da reencarnação é mais eficiente devido ao elevado grau de dificuldade e experiências que o espírito é submetido juntamente com o esquecimento que todos encarnados possuem no tocante a vidas passadas e do Plano Espiritual que fazem da vida um verdadeiro teste sobre os verdadeiros conceitos e valores reais que o espírito aflora para ele mesmo. 

A Escora normalmente não incorpora mas quando tem a permissão para trabalhar também nos Templos(veja que neste caso está utilizando seu tempo vago) incorpora exclusivamente no seu protegido . Desta forma a regra é incorporarmos os ditos Exus de Trabalho e a exceção é termos a Escora como Exu de Trabalho. 

Quanto a fazer oferendas para Ela é adequado se aconselhar com o Mentor Espiritual do Templo quando ainda não se é um médium desenvolvido , porém se já é médium desenvolvido o Guia de Cabeça irá orientar satisfatoriamente, mas segue abaixo alguns procedimentos que são benéficos seguir: 

1) Nas orações ao se deitar agradeça ao Amigo pela proteção do dia que se finda e se desculpe pelas falhas que cometeu que não serviram de bons exemplos e ofereça um Pai Nosso. 

2) Nas orações ao acordar agradeça a presença do Amigo e prometa o esforço em praticar bons atos para que ambos usufruam e ofereça um Pai Nosso 

3) Acenda pelo menos uma vez na semana uma vela branca para Ele. 

4) Nunca (NUNCA MESMO) peça nada para você a Ele (pois a Escora já faz muito não é verdade?).Acostume-se a pedir pelos outros (logicamente para pessoas de fora do círculo familiar) oferecendo a Ele uma oportunidade extra de trabalho para as horas vagas. Desta forma a Escora pode ou assumir o trabalho ou exercer a caridade de 
delegar a outro espírito mais necessitado e assim adquirir mais méritos ainda. 

5) Evite de falar Dela para os outros. As vezes superestimando sua condição a envergonhamos pois passa a se sentir impotente,e se a subestimamos estamos sendo ingratos. 

6) Lembre-se sempre: A Escora não é responsável pela nossa área de evolução espiritual plena atuando somente na nossa defesa., portanto não nos intuem a não ser em assuntos do plano material que envolvem nossa segurança física e espiritual. 

7) Se é médium desenvolvido e trabalha com a sua Escora cuidado ao escolher onde frequentar. Bons Templos são essenciais em qualquer caso porém neste particularmente é de extremada importância pois as consequências de Ela atuar em locais duvidosos podem ser desastrosas para ambos. 

8) E o mais importante de todos acima. Agradeça sempre ao Criador pelo Amigo pedindo a iluminação Dele . 

OBS= Embora seja óbvio é sempre bom lembrar que: 
1) Escora é o nome dado na Umbanda à um cargo assumido por um Exu. 
2) Exu é o nome dado na Umbanda à um cargo assumido por um Espírito levando-se em conta o grau evolutivo. 

Luz e Paz. 
Anjo Ariano