sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Exu Pinga Fogo




Exú Pinga Fogo pertence à linha das almas, seria o segundo na hierarquia do cemitério abaixo só de Sr. Omulu.

Esse Exú é Chefe de Legião, Exú Guardião!

Sua apresentação astral é de um homem forte com uma grande capa roxa por dentro e preta por fora, com bordados em dourado!

Em sua ultima encarnação foi um príncipe, enganava muito as pessoas, roubava ,etc.

Pertence a linha negativa de Yorima (almas, pretos velhos), Serventia de Pai Guiné.
Seu mineral é Ônix preto bruto ou hematita.
Seu metal é chumbo
Sua erva é bananeira
Trabalha muito com ervas, punhais, fitas, crânio(imagem de barro).
Fuma charutos, cigarrilhas. Bebe conhaque, uísque, marafo.
Sua guia é preta e branca com imagens de caveiras.
É pouco conhecido na umbanda.

Pontos:
Eu sou exú Pinga Fogo
No alto do chapadão
Comendo jaca madura
E jogando as verdes no chão
Eu sou exú Pinga Fogo
No alto do chapadão
Engolindo bolas de fogo
E cuspindo elas no chão.

Ao Mistério Exu do Fogo

Fonte Luminosa de calor e vida, portador do fogo da purificação e da chama da elevação.

Pedimos nesse momento que incendeie o nosso intimo, buscando todas as trevas interiores, queimando nossos vícios e incinerando o nosso negativismo.

Que a sua chama possa brilhar em nós e entre nós e que todos os laços antagônicos, sejam eles do passado, do presente ou do futuro se transformem em linhas de fogo, purificando as mágoas, os receios, os ressentimentos, a depressão, a tristeza, a frustração e o dissabor dos relacionamentos humanos.

Que o fogo revelador se propague, apontando as nossas falhas, nossas incertezas e corrigindo nossos medos e temores.

Que o fogo negro da criação devaste e devore o nosso ego, a nossa vaidade, o orgulho desenfreado e a raiva acumulada.

Senhor Exu do Fogo, vos que sois a estrela que mais brilha, a estrela propulsora da razão e da compreensão, nos ensine o caminho da justiça arrancando de nós o ato injusto, nos ensine o caminho do conselho e queime em nós o péssimo habito da opinião, fazendo com que a chama viva do conhecimento possa brotar em nossas mentes, fertilizando a nossa caminhada e estimulando o nosso raciocínio.

Senhor Exu do Fogo, que o fogo da purificação se levante a nosso favor, queimando e destruindo todos os trabalhos de cunho negativo, sejam eles: magísticos, religiosos e espirituais que tenham sido feitos ou encomendados para as nossas vidas ou a vida de nossos familiares.

Que possamos caminhar sem às amarras das feitiçarias, dos bruxedos, das amarrações, das rezas negras e invertidas, dos envultamentos, dos enterramentos e dos trabalhos de derrubamento.

E quando tudo isto estiver queimado e reduzido a pó em nossos caminhos que a chama da consciência divina nos envolva e ampare, mostrando que todos os atos e escolhas serão as resultantes do nosso futuro.

Que em nossa direção o fogo vivo da criação possa arder e brilhar, fazendo do nosso caminho um caminho justo, reto, consciente e disciplinado.

Que o magma que percorre o seio da terra possa se levantar em nossos caminhos, abrasando os nossos corações e potencializando a nossa fé para uma vida espiritual e plena.

Laroyê Exú do Fogo!

sábado, 26 de novembro de 2016

Guardião Sete Fronteiras

Aquele que caminha entre os mundos.

Ele foi uma sacerdote druída do século III e viveu na antiga região da Gália. Seu destino era preservar sua crença e seu povo de toda a invasão europeia. Mas, eram "tempos difíceis" aqueles e o conhecimento estava se perdendo... As guerras eram constantes; os homens viviam como animais selvagens; e o caos estava instalado no planeta... Era difícil saber quem venceria e o que permaneceria.
Nessa época, o Cristianismo já havia se efetivado e dominava toda a Europa. As antigas religiões não tinham mais voz ou vez. Estavam sendo extintas uma a uma. Tudo era considerado uma heresia e quem discordasse era morto instantaneamente. Ele sabia de tudo isso, pois foi avisado em sonho. Então, resolveu separar todos os escritos, todas as fórmulas mágicas de seu povo e todo o conhecimento acumulado por séculos, para passar a uma pessoa de confiança.
Observou sua tribo durante semanas, espreitou um a um e no meio deles encontrou um menina de nove anos apenas, de coração puro e olhar meigo. Chamou seus pais e conversou com eles, pediu a guarda da menina, informando que queria doutriná-la na religião ancestral. Os pais sentiram-se honrados, mas ficaram temerosos de se afastar da filha. Porém concordaram em deixá-la sob a guarda do Druída.
Na sétima lua após o acordo firmado, os anglo-saxões invadiram a Aldeia. Os pais da menina acudiram-na e a entregaram ao Druída e disseram: "- Foge e leva nossa filha!" Eles partiram e deixaram para trás uma Aldeia em chamas, saqueada e destruída. A menina chorou muito a perda de seus pais, mas eles tiveram que partir sozinhos, embrenhando-no nas florestas de carvalho e de cedro. Caminharam dias, semanas, meses, sempre à noite... Durante o dia escondiam-se em uma caverna e dormiam, alimentavam-se e ele lhe ensinava.
Continuaram caminhando por meses e por anos através de diversos territórios. Deixaram para trás toda a Gália e toda a história celta. Chegaram, então, a um novo território (que ele visualizou em sonho) e ali permaneceram. Contruíram uma casa e começaram a cuidar da terra, pois era primavera e o gelo estava se desfazendo. Essa região era a Sibéria - um local ainda protegido das invasões dos anglo-saxões.
Assim, puderam viver em paz e com tranquilidade por toda a vida. Ele desencarnou quando ela estava com trinta anos. Ela nunca se casou. Praticou a Religião até o fim de seus dias e, antes de morrer, procurou uma montanha e guardou todos os escritos que havia confeccionado. E determinou mentalmente que, algum dia, alguém de puro coração os encontrasse...
Ela desencarnou mansamente e solitária em sua casa. Ele e seus pais lhe esperavam no outro lado. Juntos começaram uma nova jornada de evolução... Reencarnaram no século VII na França; depois na Itália, durante o século X. E, novamente na França, no século XIV, onde conheceram Joana d'Arc e conviveram com ela. Em seguida, no século XVII reencarnaram na Bulgária, vivendo como mouros. No século XVIII, viveram no norte da América na Tribo dos Sioux. No século XIX, eles reencarnaram, novamente, na França e conheceram a filosofia de Allan Kardec, ao final de suas vidas. E no começo do século XX, estavam reencarnados no Brasil, onde conheceram Zélio de Morais... Nessa vida eles viveram pouco tempo, cada um com sua trajetória.
Depois disso, ele passou a atuar somente no Plano Espiritual como Guardião dos Mistérios Sagrados: um Exu Sete Fronteiras. Elatornou-se uma Cigana do Oriente. E seus pais estão reencarnados no Brasil, como "pais-de-santo" na Umbanda Sagrada. Nessa história, não nos foi permitido revelar qualquer nome, ou algo que identificasse seus protagonistas. Os "escritos" foram encontrados por historiadores, dezesseis séculos depois, e estão guardados na Cúria Diocesana da Basílica de São Pedro, onde são considerados manuscritos sagrados da antiga religião. Ele, enfim, cumpriu sua missão.

Exu Tranca Ruas das Almas

"Exu que é Exu trabalha e não enrola..."

O Exu Tranca Ruas é um dos mais conhecidos e cultuados dentro da Umbanda Sagrada e também um dos mais "comentados" fora das giras. Sempre se canta pra ele na abertura de um trabalho... Ele é aquele que tranca e destranca um lugar, um caminho ou uma situação.
O Exu Tranca Ruas desta seara trabalha nas Linhas de Ogun e Omulu, servindo a Falange das Almas, fazendo "puxadas" como ninguém. Ou, como ele mesmo diz: "Sou bom em tirar o mal do couro dos outros!"
Esse Exu viveu no Brasil Colônia e foi um senhor feudal, dono de muitas terras e muitos escravos, enriqueceu muito, conheceu o bem e o mal de perto e viveu muitos anos. Ao desencarnar, o bem era sua soma de méritos de muitas vidas e o mal representava sua dívida com a humanidade. Quis pagar... Pediu para ser um servo daqueles a quem perseguiu. E assim foi...
Hoje é respeitado e honrado, cumpriu seu dever e pode seguir sua jornada, mas preferiu ficar trabalhando como Exu, para continuar servindo a Umbanda e a todos que dele precisarem. Segundo ele, Exu não tem nome, Exu não tem história, Exu apenas faz! É assim Exu: muitas vezes temido, muitas vezes aclamado, mas sempre necessário!

João Caveira - José Caveira - João Catacumba - José Catacumba

Os Cavaleiros do Campo Santo!

No Cemitério existem muitos Exus e Pombagiras trabalhando, pois é um local de grande concentração de fluidos vitais. Nesse local, existem quatro Exus que atuam incansavelmente: guardando os portões do Cemitério, seu Cruzeiro, seus túmulos e seus trabalhadores. Eles também impedem ataques dos vampiros espirituais (seres que se alimentam dos restos da energia vital dos desencarnados). Muitas pessoas, ao morrerem, não são desligadas de seu corpo carnal pelos Socorristas Espirituais, pois tiveram uma vida cheia de tropeços. Essas pessoas chegam aos cemitérios presos à matéria de seu corpo. Ao serem desligados dos despojos carnais, essas almas liberam o restante da energia vital que lhes resta, atraindo, assim, seres que se alimentam dessa energia.
Espíritos de pessoas de bem, são imediatamente desligados após a morte e levados ao Plano Espiritual pelos socorristas. Espíritos de pessoas com débitos pendentes permanecem presos à matéria. Espíritos de pessoas malignas, que causaram grande mal à humanidade, são imediatamente carregados por aqueles que lhes cobram as dívidas. Pessoas que não entendem ou não aceitam a morte também ficam presas à matéria carnal. Nesse momento, a ação dos Exus e Pombagiras se faz necessária, pois muitos desencarnados se tornam "banquete" desses seres enlouquecidos. Portanto, o Campo Santo é um local de muita reserva energética para os seres trevosos, devendo ser protegido para evitar o mau uso dessa energia.
Os Senhores João Caveira e José Caveira guardam os portões da Cidade dos Mortos e conferem a entrada e a saída de todos os seus visitantes carnais ou espirituais. Também são eles que fazem uma varredura constante no Cemitério para mantê-lo em perfeita ordem e funcionamento. 
Os Senhores João Catacumba e José Catacumba são responsáveis por recolher os despojos espirituais daqueles que ficaram presos à matéria e encaminhá-los devidamente ao local onde deverão ser atendidos. Também são eles que atuam junto aos espíritos em débito com a lei: ladrões, assassinos, suicidas, violentadores, etc.
Ao entrar no cemitério devemos saudar esses Exus e ao sair devemos agradecer, para que nossa visita seja tranquila e nossa partida também.



*Catacumba é a escrita correta segundo a ortografia.

Exu Marabô

O Guardião da Floresta...

O Senhor Exu Marabô ou Barabô, costuma ser sisudo, de pouca fala e muita ação. Ele apresenta-se nos trabalhos quando se  faz necessário purificar, energizar ou transmutar as energias de um ambiente. Ele é um guardião das reservas fluídicas do planeta. Sua ação é rápida e eficaz.
O Exu Marabô desta Seara já foi um grande e nobre guerreiro do Reino Francês. Lutou muitas guerras e venceu muitas batalhas. Sabia a arte de curar ferimentos de guerra - herança de seus antepassados nórdicos. Quando a França firmou seu reino, ele tornou-se um servo fiel da coroa, servindo ao Rei e aos Ministros, tornando-se um dos conselheiros. Em idade avançada passou a estudar medicina oculta e dedicou-se a assuntos esotéricos. Fez parte de Sociedades Secretas e serviu a diversas Ordens e Facções.
Marabô trabalha na Linha de Oxóssi, auxiliando a transformar as energias herbáceas e florais dos amacis e boris. Ele também atua em limpezas e curas diversas, durante o trabalho mediúnico, mesmo sem incorporação ou à distância. Quem possui um Exu Marabô em seus trabalhos, tem um fiel escudeiro!

Exu Sete Capas da Jurema e Pombagira Rainha das Matas

Dois caminhos que se cruzaram e formaram uma só história.

Eles viveram no século XV, em meio ao caos da Inquisição e da Perseguição a todos aqueles que professassem uma religião ancestral. Ele era um soldado da Coroa Espanhola e trabalhava a serviço dos Inquisidores Negros. Ela era uma aprendiz da religião da Grande Deusa. Ele viajava muito para capturar os "traidores" da Coroa. Ela morava no norte da Irlanda, onde ainda se preservavam os costumes da religião pagã.
Quando ele passou pelo vilarejo a viu e trocaram olhares. Ela não sabia quem era aquele soldado ou o que ele fazia; muito menos ele desconfiou das suas tradições. Estavam apenas de passagem procurando vestígios da Antiga Religião e cúmplices dos rituais pagãos. Pernoitaram em uma pousada no vilarejo. Ela era a serviçal do local e o serviu durante todo o tempo em que ele esteve hospedado.
Dois dias depois, o regimento seguiu viagem para percorrer todo o território; mas, voltaram em alguns meses. Então, reencontraram-se e dessa vez decidiram estar juntos. Enquanto seu regimento seguiu viagem, ele ficou no Vilarejo por mais duas semanas. Conheceu os familiares dela e assumiram compromisso. Depois retornou à Espanha, para prosseguir com seu trabalho. Todo soldado da Inquisição trabalhava em sigilo, por isso ela não soube o que ele fazia. Os aldeões também guardavam segredo sobre suas práticas por medo de represálias.
Assim, eles assumiram um compromisso que estava entremeado ao destino de cada um... De seis em seis meses ele retornava ao Vilarejo para visitá-la. Marcaram as festividades para o casamento, que se realizaria dentro de um ano, pois ela ainda era menina-moça e ele precisava retornar para terminar alguns compromissos junto a Coroa Espanhola.
No decorrer desse tempo, a Inquisição Italiana assumiu a frente de capturar todos os seguidores da antiga religião e todos os Reinos passaram a servir ao Papado e a Aristocracia Romana. Eles não se viam há mais de três meses e muitas perseguições começaram a ocorrer durante esse período. Foi a época mais negra da história! O vilarejo foi devastado e ela foi levada em frente ao Tribunal da Inquisição Romana. Ele estava lá e a viu... Foi quando cada um soube a verdade sobre o outro.
Ele a procurou na prisão para conversar e ela lhe contou tudo. Ele ficou aflito, pois não sabia o que fazer e que atitude tomar... Tentou interceder por ela e explicou ao Sumo-Pontífice que ela era sua noiva e que nada tinha a ver com aquilo tudo; mas, foi em vão...  A sentença já estava decretada: ela seria decapitada como herege.
No dia da execução ele estava lá e quando o algoz ergueu o machado da execução, ele não se conteve: empunhou sua espada e subiu ao palco das condenações. Matou o algoz e cortou as cordas que prendiam sua amada. Porém, tudo foi em vão, porque em poucos minutos a guarda armada já havia cercado todo o tablado. O Bispo que a tudo assistia, insuflou a multidão dizendo: "Vejam: a feiticeira enfeitiçou nosso soldado! Queimem-na..."
Ela foi arrastada à fogueira e ele foi recolhido à masmorra, como traidor. Por ser soldado, não foi executado, mas terminou seus dias na prisão... Ela morreu em meio às chamas no centro da Cidade Romana. Encontraram-se anos depois no Plano Espiritual, para reconstruírem sua jornada juntos. Hoje, eles trabalham na Umbanda Sagrada e servem ao Amor Maior com dedicação e coragem.