terça-feira, 24 de setembro de 2019

Exú bebe água?


É bom lembrar que um Exu, uma pombo gira, um caboclo ou um preto velho podem beber água quando incorporados no médium, ou a água de coco. Ficar cerca de 4 horas incorporados sem se hidratar é prejudicial a saúde do médium.
Muitos acham que Exu não bebe água. Sim Exu bebe água!
Água é elemento de trabalho. Na tronqueira de Exu também tem água. Água é fonte de vida. O médium não morre durante o processo de incorporação. Incorporação não é possessão.
O Uso do fumo e do álcool não são obrigatórios durante o processo de incorporação. Não há necessidade de um “exu” consumir 10 charutos. Assim como não há necessidade de uma “pombo gira” fumar 3 maços de cigarros e tomar 3 garrafas de cachaça. Como não há necessidade de um “preto velho” utilizar 1 garrafa de vinho. Tudo é equilíbrio. Todo excesso esconde uma falta. Seja de disciplina ou conhecimento.
O fumo é utilizado para o descarrego não por vício da entidade. Vale lembrar que ao invés de utilizar o cigarro comum que as pombo gira usam é recomendando utilizar cigarrilhas ou mini charutos. Pois eles são menos agressivos e não contém o excesso de substâncias químicas que o cigarro comum têm. O charuto quando feito de ervas específicas se torna menos agressivo que o tradicional. Importante falar que a entidade, não traga charuto, ou cigarro. Elas puxam e soltam a fumaça. É bom orientar que é totalmente errado a “entidade” jogar fumaça no rosto do consulente.
Também não é ético a “entidade” servir bebida alcoólica a assistência. O álcool é elemento de trabalho. Sobre o elemento álcool, existem entidades que apenas passam cachaça na mão do médium para descarregar, sem ao menos beber um gole do seu marafo. Assim também existem entidades que manipulam água junto com aguardente, tornando um elemento forte de trabalho.
Existem médiuns que não utilizam o fumo ou bebidas alcoólicas por escolha própria que é um direito ou por algum problema de saúde e durante a gira as entidades trabalham da mesma maneira respeitando sempre o seu médium. Pois incorporação é uma troca, uma parceria entre médium e guia.
A entidade trabalha com ou sem fumo ou alguma bebida. Quem sabe trabalhar espiritualmente, a entidade descarrega com um copo de água, com uma vela, com uma erva ou apenas com um passe magnético. Entidades não carregam vícios. Não caiam nessa ah meu malandro só vem se tiver a Brahma dele hum….. Será mesmo o malandro? Meu tranca Ruas só vem se tiver o Whisky dele…. Hum será mesmo o tranca Ruas?
Vamos buscar, aprender. Nossa religião caminha evoluindo, mas alguns médiuns insistem em regredir. Nunca um espírito de luz irá prejudicar seu médium por que ele não tem um charuto ou uma bebida ou por escolher não utilizar esses elementos em conjunto com sua entidade de trabalho.
Exú ou pombo gira, respeitam o médium e suas limitações, assim como o médium deve respeitar suas entidades. A incorporação é uma parceria entre médium e guia. Havendo sempre uma sintonia de lealdade é respeito.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Igba exu

Igba Exu - No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Igba exu ou assentamento de exu como é chamado comumente pelo "povo de santo", são confeccionados de várias formas, muitos são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, muitas vezes modelado com tabatinga, em forma humana completa, ou apenas busto, com olhos e boca feito de búzios. Igba exu também pode ser representado por uma pedra, preferencialmente de laterita ou um montículo de terra, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e mineral.
Uma mistura especial é feita pelo babalorixá ou iyalorixá, em conjuto com a Iyamorô, contendo azeite-de-dendê, mel, vinho, diversos tipos de bebidas alcoólicas e sal.
As folhas sagradas de exu são maceradas com enxofre, mercúrio, carvão vegetal, inúmeros tipos de pimentas, não pode faltar (atarê, lelecun, begerecum, aridan e aberê).
Pelo menos sete tipos de metais são colocados: Ouro, prata, cobre, zinco, ferro, níquel e estanho, depois de ser banhado em água sagrada. Juntando-se tudo a terra de sete encruzilhadas e de alguns estabelecimentos comerciais e coloca no respectivo recipiente, ornando com os tridentes e lanças, moedas antigas e atuais, e muitos búzios.
Deve conter no assentamento pelo menos uma quartinha com quatro búzios dentro, para fazer a consulta em momento oportuno.
Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

MENSAGEM EXU DO LODO

Do mais profundo lamaçal foram emergindo, braços estirados rumo ao céu as mãos abertas, uma força desconhecida os impulsionava, agarrar-se a algo tentavam, a algo que desse o impulso final, para que seus corpos viessem à tona, em segundos que pareceram eternos, conseguiram fazer com que os corpos aparecessem, receosos que de repente as forças faltassem,e novamente para o fundo puxados fossem. Mas não, havia algo diferente, uma certeza indestrutível que conseguiriam, que finalmente a luz veriam, tempo que falar não saberiam, ali no fundo permaneceram, mas de repente um a um foram em si caindo, percebendo a miséria que seus corpos se tornaram, a consciência latejando e aos poucos despertando, lembravam de atos vergonhosos que para lá os arremessaram, não se conheciam entre si, mas a energia de todos era igual, isto tinham em comum, e um via os tristes quadros dos outros, e finalmente um deles gritou: Perdão, perdão, Deus perdão, e as lágrimas rolavam e os outros sentindo também o mesmo, começaram a clamar por perdão, caíam em si, a comoção de um contaminou a todos por tempo que lhes pareceu imenso, clamaram, de repente algo os puxava e finalmente perceberam, que estavam em movimento para cima e em lágrimas foram puxados, socorridos, encaminhados por mãos caridosas para tratamento, mas lá embaixo no fundo do lamaçal, ainda muitos irmãos ficaram, irmãos que ainda não tinham se livrado, dos sentimentos negativos que para lá os levaram.
Acima do lamaçal, muitos os aguardavam, era dia de alegria, aqueles irmãos renasciam para a luz, arrependidos sinceramente, dispostos a recomeçar do zero, dispostos a reparar os males feitos, ansiosos para se tornarem guerreiros do Senhor, em qualquer trabalho, em qualquer lugar e muitos depois de passarem por longo aprendizado e recuperação, pediam para serem socorristas dos irmãos que no fundo do lamaçal estavam, pediam para enviarem energias salutares para que eles pudessem manter a integridade da mente, outros pediam para socorrerem os encarnados que para lá iriam se as atitudes não mudassem e aos poucos cada um encontrou trabalho redentor em auxílio aos irmãos sofredores, que tantos fizeram sofrer quando na terra estavam ou quando perdidos no mundo espiritual baixo se compraziam em torturar encarnados e desencarnados . Esta é a eterna luta, do mal tentando sobrepujar o bem, do bem aguardando uma brecha por pequena que seja para entrar no âmago dos espíritos ignorantes, acorrentados em suas próprias maldades.
Para nós sempre será uma alegria recolhê-los, um dia eu lá estive, no fundo do mais negro lamaçal, tão negro que era esverdeado, mas chegou o meu dia de ser socorrido e junto comigo alguns companheiros de infortúnio,isto foi há alguns séculos e depois de muito trabalho me ofereceram que fosse o guardião dos limites deste astral pantanoso, eu e outros tantos companheiros nos ajuntamos a uma falange já existente, a reforçamos, e cada um aos poucos foi tendo a sua própria falange, mas todos nós somos chamados pelo mesmo nome, não perdemos nossa identidade, noutras esferas nossos verdadeiros nomes utilizamos, mas quando em trabalho não, quando em trabalho somos todos Exu do Lodo.
Para esta atuação existimos, infelizmente muitos médiuns nossos não o sabem, e nos pedem para afundar este ou aquele no lodo, a gente concorda, faz de conta, e trabalha, trabalha, para atuar no coração do pedinte para que o irmão infeliz não caía nas mãos de espíritos mistificadores e médiuns praticantes da magia negra que não hesitam em manipular energias do baixo astral para satisfazer o pedinte a fim de escravizá-lo materialmente e espiritualmente.
Apenas nesta mensagem quis esclarecer nossa atuação, e que reflitam que o nome desta ou daquela falange guarda em si um significado bem diferente daquele que o nome em si na sua linguagem quer dizer.
Ditado pelo Exu do Lodo
psicografado por Luconi em 13-07-2015

CALUNGA PEQUENA (CEMITÉRIO) – O CAMPO SANTO - COMO PROCEDER


(*lembrando que cada casa tem sua doutrinação é sua forma de orientar seus filhos ... é o assunto é extenso...
Neste dia 2 novembro provavelmente você vai a Calunga pequena (Cemitério)muito cuidado com essa visita, essencial que se peça licença aos espíritos e aos guardiões do lugar, assim como se você estivesse entrando na casa dos outros. É respeitoso e necessário que você peça licença quando vai entrar na casa de outras pessoas, certo? Bater na porta, avisar com antecedência. O médium de Umbanda ao entrar na Calunga Pequena, isto é, no Cemitério, deve pedir licença ao pai Omolú, Obaluaê,Iansã das almas e Ogum Megê e, Também aos senhores exus e pombagiras da porteira daquele local para que, ao sair dali, a pessoa possa voltar em paz para seu lar sem levar energias pesadas ou carregar espíritos sofredores, sempre é bom ter uma guia(essa feita exclusivamente para sua proteção para ser usada quando preciso) , e deverá se possível :
– levar consigo um saquinho vermelho com carvão e sal, o qual carregará na mão esquerda;
– ao ir embora, deixar o saquinho na porta do cemitério do lado esquerdo, pedindo ao EXU CAVEIRA a proteção e que todo mal possa ali ficar e que ninguém, a não ser seus mentores, possam dali lhe acompanhar. Fazer sua visita sossegado, sua oração e ao final deverá sair de costas para a entrada do Cemitério, para que nenhum Egun te siga, ao chegar na porta de sua casa, deve tirar sapatos e se tiver quartinha despachar a rua,(ou antes de sair deixar um copo com água pra ser despachado quando chegar) lavar as mãos, e a roupa que usou deve ser lavada juntamente com os sapatos, a guia que você usou deve ser colocada no Amací e você deverá tomar um banho de folhas para limpeza e proteção,Em seguida, perfumar-se com sândalo (essência de Orixalá) ou alfazema (essência de Yori).
esses são os cuidados que devemos tomar nesse dia tão importante, pois sem nossos antepassados não seriamos ninguém
Todo esse cuidado é indispensável quando se vai ao “campo do pó”, mesmo que fiquemos apenas em sua porta, eis que lá se encontram muitos espíritos atrasados, muitos ainda perdidos na vingança, no ódio ou revoltados, em razão do desencarne.
Ressalte-se que o sal destina-se a limpeza astral do campo áurico da pessoa, retirando energias coaguladas e deletérias, que poderiam causar inúmeros incômodos e doenças ao sobrecarregar o funcionamento do organismo, desequilibrando e desarmonizando-o interna e externamente.
E, com a utilização do carvão, todas essas energias negativas, retiradas pelo sal, são absorvidas, retidas.
Portanto, não vá ao Cemitério, a não ser que seja estritamente necessário. Não é correta a atitude de ir, com freqüência, ao Campo do pó. Reze sim aos desencarnados, porém, em casa ou no local em que você pratica o seu credo.
mais importante de tudo é saber respeitar o lugar. É necessário entender o peso espiritual e energético do ambiente e não subestimar ou ser desrespeitoso

O Anfitrião do Campo Santo

Da porta do cemitério ao Cruzeiro das Almas, ando e posso perceber o quão é triste o resultado de uma vida inteira no plano material dominada por vaidade, pelo ego e pela ilusão.
Vejo espíritos que perambulam, choram, urram de dor.
Sofrem pelos mais variados motivos.
Não aceitam a condição em que se encontram, mas, também nada fizeram, enquanto encarnados, para trilhar um caminho melhor.
Sou incompreendido, taxado de demônio, por que sou um aplicador da Lei, um servidor do Divino Pai Omolu. Ele, um Orixá também muito deturpado no plano material pelo mito, que o define como uma Divindade má e implacável, um demônio.
O homem, especialmente através das religiões mentalistas, conseguiu afastar-se de Deus, da grande Verdade que é nosso Pai Criador.
Quem pode me ver ou, ao menos, sentir minha presença, se não estiver esclarecido, dirá que há um espírito maligno por perto.
Maligno é o preconceito que separa a humanidade e, invariavelmente, conduz estas pessoas ao habitat onde impera a ignorância: as trevas humanas.
Mas, infelizmente, preciso dizer aos senhores e senhoras que leem esta mensagem, que as trevas não estão somente sob os vossos pés. Habitam os íntimos de muitos de vós.
Alguém poderá dizer:“Como posso eu, um cristão, adorador de Deus, ter trevas em meu interior. O que o senhor está falando é uma heresia!”
E eu retruco: “Infelizmente, muitos de vós, ainda que pensem desta forma, estão cultivando um pedaço das trevas em vossas almas, quando usam da língua para o próprio benefício e quando disseminam o preconceito.”
Aquele que olha para um semelhante, um irmão seu em Deus, com superioridade, está atravancando a evolução do Todo, que é a Criação do Pai.
Assim começam, sempre, os grandes problemas que hoje assolam o plano material.
Se você enxerga um Exu trabalhador como eu e se apavora, tenha certeza, você trabalhou muito, mesmo que inconscientemente, para a construção desse arquétipo.
Quando deparar-se comigo, seja no cemitério, num trabalho de Umbanda ou Quimbanda, ou, até mesmo, nas trevas, estará olhando para o seu interior.
Não tenha medo do meu corpo esquelético. Por que posso ser seu amigo e auxiliá-lo a subir, a galgar novos degraus na sua escala evolutiva. Mas também posso ser aquele que aplicará a Lei de Deus, deixando-o nas trevas até que você reforme-se internamente e consciencialmente.
Só dependerá de você, tenha certeza!
Por isso, encerro esta mensagem suplicando a todos os humanos encarnados que joguem o preconceito para baixo dos seus pés, pra bem fundo, para que ele caia onde deve ficar, nos domínios da ignorância. E que olhe para o Alto, eleve o pensamento ao Pai e se comprometa em contribuir na constante evolução da Criação.
Deixe o amor fluir. Então, olhará para mim e verá um amigo, um irmão que quer ajudá-lo a trilhar seu caminho sem percalços.
Venha! E, se precisar, apóie-se no meu cetro. Ele estará sempre á sua disposição, desde que queira ser mais um filho de Deus atuando dentro e em prol da Lei D’Ele.
Eu sou Exu Caveira!
Mensagem Recebida por André Cozta - Rio de Janeiro- 25 de maio de 2012- 01:13h

EXÚ MEIA NOITE

Esse Exu pertence à linha das almas, sendo ele chefe de falange.
Costuma se apresentar nos terreiros como um homem de grande porte , com roupas pretas, chapéu, capa e bengala.
Ele é responsável pela chamada “Hora Grande”, a quem atribui os trabalhos de magia realizados nesse período.
Esse Exu é uma entidade de muitos mistérios e possui muitas lendas por trás de seu nome, grande parte delas relacionadas à forças ocultas.
Este Exu é um guardião dos portais entre mundo que comanda em parceria com o Exu Sete Portas os portais astrais de onde vem e para onde vão os espíritos.
Entre seus médiuns, Meia Noite é amigo e protetor, tem fama de feiticeiro já que conhece os mistérios dos mundos e conhece a missão de cada espírito encarnado nesta terra, além dos desencarnados.
Por esse motivo, sabe como manipular a energia, folhas, passes, sons místicos, palavras secretas e pontos sagrados.
ele é o guerreiro que protege, encaminha, prende e solta os espíritos desencarnados.
À meia noite ele abre as portas do mundo físico e espiritual para que eles possam se comunicar livremente.
Nas giras de Umbanda, esse Exu é responsável por abrir e fechar a porta do mundo dos espíritos para os trabalhos.
Este Exu é uma figura de extrema importância para as giras porque tem como função a sua abertura e fechamento.
À meia-noite o Exu da Meia-Noite faz a ronda do mundo físico, sendo por isso que, em geral, deixa-se assar, pelo menos, uns cinco minutos da meia-noite para se sair à rua ou para se deixar um Terreiro. Isto, porém, na Umbanda, pois a Quimbanda é exatamente à meia-noite que se fazem os despachos destinados ao Exu da Meia-noite
Uma das História do seu meia noite ☠🎩
História
Conta sua história que em sua última reencarnação, ele foi um barão rico, viveu em Santos e aos 40 anos foi para Portugal a procura de uma esposa.
Encontrou a sua companheira que tinha apenas 14 anos e, ao ter relações com ela e ela não sangrar, ele pensou que a menina não era mais virgem.
Começou a tramar vinganças para a sua esposa e ela acabou fugindo com índios.
Exu Meia Noite matou muitas pessoas até encontrá-la e, ao fazer isso, descobriu que ela tinha um filho em seus braços. Porém, seu filho morreu.
Logo em seguida, sua esposa deu à luz uma segunda criança que também faleceu.
Exu então contou à sua esposa o que havia armado para ela, e ela revoltada o abandonou.
Ele foi morrendo aos poucos em cima da cama, e sem comer, já não tinha mais forças para nada.
Ao morrer, encontra todo tipo de sofrimento e inimigos espirituais que o prendem e o fazem de escravo, mas ele se revolta e faz-se impor, formando sua própria falange e trabalhando a favor dos oprimidos, tanto encarnados como desencarnados.
E assim começa a história de Exu Meia Noite