Enfim é Exu que nos protege das demandas, que nos acompanha na rua, que possibilita a prosperidade, que são nossos verdadeiros amigos.
O que vou dizer agora é somente a verdade, você leitor, viverá toda a sua vida sem conhecer um amigo tão fiel quanto o Exu que Olodumarê destinou a missão de ajudar e trabalhar com você. Ele nos protege de maldades e ainda cobra quem a fez independente de nossos pedidos, aliás nem precisamos pedir.
Ao falar de Exu, já relacionamos com encruzilhadas, muitas vezes chamando-se donos destas. Isso se dá ao fato de Exu ajudar a cada um de nós a tomarmos o melhor caminho.
Em se tratar das maldades que são pedidas, lembro a vocês que se trata de algo bem complicado que falarei em outra ocasião, mas algo posso adiantar. Toda a maldade que você pede fica também em você e mais distante de suas entidades ficará, pois não é o que “Eles” desejam. Seus desejos é somente cumprir a missão que Olodumarê designou e a maldade não está nela.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Trabalho das Almas
As Almas conseguem trabalhar diretamente com as vibrações grosseiras, densas, e de fácil comunicabilidade com os encarnados.
Em cada área específica existem Exus responsáveis e cada Exu com seu exército ou falange.
Não estão apenas onde paira a morte, mas também e principalmente onde existe a necessidade de preservar a vida, como hospitais, faculdades.
Exu Pimenta pertence a linha das almas e vive na calunga das matas, onde socorre as almas que vagam levando-as à luz, se merecedora ou fica com ele, ou outros exus, onde a alma é reeducada sempre visando levá-la à luz.
Da mesma maneira que as outras entidades em evolução.
Os exús das Almas, também tem seus pares de energias negativa, ou seja: Pomba Gira equivalentes para que se faça assim a polaridade das energias e possam cumprir os desígnios a eles impostos.
Quando me referi a Pomba Gira como energia negativa, não o faço por determinar ser negativa uma energia ruim, maléfica, mas sim uma energia feminina já que a masculina é positiva.
Observe que exu das Almas não é uma entidade isolada e sim uma falange com determinação específica.
Guardião das Almas é o Exú responsável pelo encaminhamento das almas, espíritos desencarnadosque vagam nos cemitérios, mar e todo lugar místico considerado uma calunga.
É representado por um homem elegantemente vestido de negro, carregando uma cruz, símbolo das almas, não apenas na Umbanda mas em quase todas as religiões, e o crânio humano.
É o Exú que lembra às almas suas condições humanas.
Normalmente é associado ao cruzeiro da calunga, mas sua ação dentro do mundo das almas vai mais além.
Suas manifestações mediúnicas são, na maioria das vezes, transmutadoras é uma entidade séria e de poucas palavras, indo diretamente ao assunto.
EXÚ Arranca Toco
Exú Arranca Toco pertence à Linha das Almas chefiada por Omulú.
Pelo fato de que o Exú Arranca Toco normalmente se apresenta com a forma mistificada de um caboclo, muita gente pensa que é o caboclo que tem o mesmo nome.
Sua visão astral é de um índio com um símbolo de Ogum no peito e um manto vermelho e verde.
A verdade é que Exú Arranca Toco é uma entidade da esquerda da Umbanda e Caboclo Arranca Toco é uma entidade da direita da Umbanda. Ele seria um caboclo quimbandeiro.
O campo de atuação desse Exú é geralmente nas matas, onde ele é o responsável em cuidar de todos os cemitérios clandestinos ou qualquer lugar na mata onde enterrarem um corpo.
Trabalha com velas pretas, vermelhas, brancas, verdes, pontos e fundanga.
Costuma receitar ervas e faz "chumaços" de folhas de matos, como ponto de força para quem lhe pede ajuda.
Fuma e bebe de tudo.
Costuma trabalhar descalço, com calça arregaçada.
Recebe oferenda nas matas.
Bebe marafo com folhas de absinto ou erva doce, conhaque, fuma charutos.
Obs: em alguns livros ele é descrito como Exú Tira-Toco, em outros como Exú Arranca-Toco.
Pertence a linha negativa de Ogum, sendo serventia de Sr. Ogum Beira Mar.
Pelo fato de que o Exú Arranca Toco normalmente se apresenta com a forma mistificada de um caboclo, muita gente pensa que é o caboclo que tem o mesmo nome.
Sua visão astral é de um índio com um símbolo de Ogum no peito e um manto vermelho e verde.
A verdade é que Exú Arranca Toco é uma entidade da esquerda da Umbanda e Caboclo Arranca Toco é uma entidade da direita da Umbanda. Ele seria um caboclo quimbandeiro.
O campo de atuação desse Exú é geralmente nas matas, onde ele é o responsável em cuidar de todos os cemitérios clandestinos ou qualquer lugar na mata onde enterrarem um corpo.
Trabalha com velas pretas, vermelhas, brancas, verdes, pontos e fundanga.
Costuma receitar ervas e faz "chumaços" de folhas de matos, como ponto de força para quem lhe pede ajuda.
Fuma e bebe de tudo.
Costuma trabalhar descalço, com calça arregaçada.
Recebe oferenda nas matas.
Bebe marafo com folhas de absinto ou erva doce, conhaque, fuma charutos.
Obs: em alguns livros ele é descrito como Exú Tira-Toco, em outros como Exú Arranca-Toco.
Pertence a linha negativa de Ogum, sendo serventia de Sr. Ogum Beira Mar.
EXÚ Gira Mundo
Exu Gira-Mundo o exu que liga-se diretamente com nosso Pai Xangô.
Seu Gira-Mundo é de serventia de Xangô, trabalha no corte de negativos e desmancho de trabalhos de baixa magia cortando correntes numa situação tormentosa, de correntes de atrito de ordem astral percebendo-se males cardíacos; desenrola (dentro da linha justa) casos arrastados na justiça tendo trabalhos de magia interferindo no andamento e descarga e desimpregnação nos filhos de Xangô. Pode-se dizer que ele é o "machado" de Xangô é a lâmina do corte da justiça divina de Xangô, o grande executor.
EXÚ Gira Mundo 2
EXÚ Gira Mundo
Este Exu não é muito fácil de se ver em terra, pois seus aparelhos de ação são muito cobrados por este grande Maioral, este Exu é a solidificação do fogo sagrado, um grande justiceiro e manipulador das energias do fogo. Como todo maioral este Exu é incompreendido, pois por serem os justiceiros cármicos são a linha de frente da justiça de Xangô "quem deve paga, quem merece recebe"
Este Exu não é muito fácil de se ver em terra, pois seus aparelhos de ação são muito cobrados por este grande Maioral, este Exu é a solidificação do fogo sagrado, um grande justiceiro e manipulador das energias do fogo. Como todo maioral este Exu é incompreendido, pois por serem os justiceiros cármicos são a linha de frente da justiça de Xangô "quem deve paga, quem merece recebe"
domingo, 14 de abril de 2019
O POVO CIGANO DO ORIENTE E EXÚS CIGANOS, QUAL A DIFERENÇA?
Com o tempo e o convívio com essas entidades, notamos haver dois tipos de Ciganos, vindos em nossas giras:
O POVO CIGANO DO ORIENTE E EXÚS CIGANOS, QUAL A DIFERENÇA?
O Povo Cigano do Oriente, mesmo vindo na gira de Exú, sempre deixa bem claro que ele "não é Exú", mas vem nessa Linha para poder trabalhar.
São suaves na fala, de comportamento dócil e extrema meiguice. São as únicas entidades (nas giras de Exú) que trabalham com crianças, permitindo-lhes a aproximação e os passes. Alguns até aceitam ser Padrinhos espirituais dos pequenos. Sua dança não tem o ritmo pesado dos Exús, sendo leve, marcando uma coreografia mais típica dos Ciganos através do sapatear, o bater de palmas sobre a cabeça, o estalar de dedos como castanholas.
Tanto os Ciganos quanto as Ciganas do Oriente não dão gargalhadas ao chegar, típico comportamento de pombagiras, e as cores de seus vestuários geralmente são coloridas, afastando-se do vermelho puro.
Como materiais utilizam-se de coisas aparentemente simples como frutos
(predominantemente a maçã), fitas de várias cores, perfumes, varetas de incenso, moedas, ervas, temperos (canela, cravos da índia, açúcar cristal, erva-doce, hortelã, gergelim), pães, moedas, cristais e pedras semi-preciosas, tecidos finos, jóias imantadas, muito mel e suas oferendas costumam ser mais parecidas com os pratos ciganos do que propriamente aqueles servidos a qualquer Exú.
O Povo Cigano do Oriente aprecia carne de porco, como chuletas (carré) fritas, carne de frango ou se possível, de peru com sal, temperos, às vezes com um pouco de mel em vasilhas simples, de barro ou cestos de vime.
Arroz doce, coquetéis à base de frutas (inclusive com leite condensado), licores de frutas, amam o vinho tinto, frutas variadas (apreciam muito as maçãs e os morangos), favas de pichulin
(patchouli) ralados ou não, tchalos (chás da índia com açúcar ou mel com frutas picadas), ponches, frutas secas e cristalizadas ou em calda, velas das mais diferentes cores, sempre obedecendo à receita individual de cada entidade não havendo jamais similar, mesmo que a entidade use o mesmo nome.
Nas giras, algumas gostam de ler a mão, abrir o tarô.
Enfim, portam-se como verdadeiros ciganos.
Esse Povo jamais aceita o sacrifício animal, sob nenhuma hipótese, e apresentam um diálogo mais rico, mais repleto de sabedoria do que os demais.
Já a Pomba-gira Cigana, aquela que se diz Exú, fazendo parte dessas trincheiras, mostra uma atitude muito diversa daquela relatada acima.
Quando chegam dão gargalhadas à semelhança de todas as Pomba-giras ou um grito estridente, de uma única nota aumentando a sonoridade ao final, cumprimentando Congás e Tronqueiras, exibindo o tridente (o gesto indiano de trishula) com os dedos.
Seu dançar é pesado como os demais Exús, não guardando em nenhum momento os movimentos de dança cigana, salvo tremular a mão como se segurasse um pandeiro. Como a Cigana do Oriente, giram muito.
Seus rostos apresentam uma certa alegria nervosa quando chegam no terreiro, mas logo fecham-se em um rosto muito severo.
Sua fala é similar àquela dos Exús. Seca, irônica, às vezes rude. Não procura ser simpática, sendo às vezes até dasaforada, mas sempre, em sua malícia, despertam afinidades junto ao público feminino que as procuram para tratar de assuntos como falta de emprego, dinheiro, amor. Essas Pomba-giras Ciganas também trabalham em demandas pesadas e às vezes, cruzam-se (afinizam-se) com o Povo do Cemitério. Algumas delas dizem-se "do Forno", "do Cemitério",
"da Calunga", mantendo como par vibratório, um Exú notadamente dessas regiões.
Essas pombagiras, contrariamente ao Povo Cigano, poderão vestir-se de vermelho dos pés à cabeça, mas jamais usarão o preto guardando uma antipatia por essa cor por julgá-la "de má sorte", “de luto”.
Suas oferendas costumam ser aquelas típicas de Exu, misturadas com o Povo Cigano. Assim, entre farofas e pipocas, poderemos encontrar maçãs e frutos, aceitando mel e o azeite-de-dendê, simultaneamente. Fumam cigarros, cigarrilhas e algumas ciganas fumam charutos, à semelhança de algumas mulheres desse povo, geralmente as mais velhas.
Como todo o Povo Cigano, adoram receber bijuterias como presentes por graças alcançadas, lenços, adornos simples, quando mantida a doutrina de pedir pouco, fazendo muito.
A Pomba-gira Cigana aceitará velas vermelhas (jamais vermelho e preto) e, algumas, velas cor de rosa (cor do Povo do Oriente), bem como materiais de trabalho nessa cor. Nota-se também que o uso, o manuseio desses elementos demonstram fazer um trabalho "mais pesado".
Mais parecido ao qual um Exú comum faria. Em suma, a Pomba-gira ou o Exú Cigano é uma entidade liminar, entre o Povo de Exú e o Povo Cigano.
Ela não é de todo um, nem de todo, outro. Eis porque seu tratamento e doutrina será mais severa do que a Cigana do Oriente, mais dócil e mais evangelizada.
Tanto uma quanto outra, sempre terão um nome próprio.
Assim, como exemplo, a Pomba-gira Cigana dirá chamar-se "Pomba-gira Cigana Fulana da Estrada", utilizando-se qualquer nome próprio válido dentro da grande relação existente para essas entidades.
O mesmo fará as Ciganas do Oriente, que poderão chamar-se "Cigana Fulana do Oriente", "Cigana Fulana da Estrada", "Cigana Fulana do Pandeiro" ou "Cigana Fulana Cartomante" em atributos típicos desse Povo, salientando bem que não é uma Pomba-gira comum para responder em lugares como encruzilhada, cruzeiros, calunga, forno, cemitério.
Como vemos, há grandes diferenças entre essas duas classificações, cujas diferenças as entidades apreciam muito bem mostrar para que não sejam confundidas com uma nem com outra.
Os nomes próprios possíveis para essas entidades (tanto para as Ciganas ou Pomba-giras Ciganas), sem nenhuma referência à funções espirituais que desempenhem, são:
Esmeralda, Cigano Vladimir,Cigano Hiago, Zíngara,Cigano Tarin, Cigano Miro,
Zaira, Zoraida, Saionara, Madalena Natasha, Conchita, Paloma, Palomita,
Miroan, Saian, Samir, Lemiza, Liza, Leoni, Yasmin, Íris, Katiana, Katrina, Zínara,
Sara, Sarita, Cigano Taran, Cigano Artêmio, Cigano Petrovick, Ilarin, Samara,
Melani, Cigano Juan, Sunakana, Wlavira, Sulamita, Cigano Pablo, Cigano Bóris,
Cigano Allonso, Rosita, Sarita, Najara, Cigano Ramon, Cigano Nícolas,
Cigano Hugo, Cigano Tiago, Cigano Wenceslau, Wanasha, Zilá, Carmelita, Sulamita, Wlaís, Pojiana, Taís, Fátima, Louerdes, Raí (nome feminino), Amanda,
Celina, Salomé, Ísis, Cigano Anastácio, Cigano Valdomiro, Cigano Nícolas,
Cigano Estanislau, Cigano Atanásio, Natália, Cigano Zurka, Yordana, Carmen, Carmencita, Carmita, Cigano Bela, Cigano Antonin, Laurita, Sâmara, Cigano Tíbor,
Karina, Cristal, Perla, Amarilis, Alessandra, Cigano Hector, Ivana, Cigano Pietro,
Isabelita, Clarita, Cigano Diego, Cigano Igor, Ilka, Cigano Ivan, Cigano Jamil,
Juanita, Cigano Ladislau, Ludmila, Nádia, Pepita, Pavlova, Cigano Raul, Sasha,
Soledad, Sulamita, Waleska, Cigano Yuri, Soraia ou Zoraia, Zuleika...
Cabe, como curiosidade, que os nomes das entidades Ciganas, mostram origens
eslavas, russas, árabes, egípcias, indianas e espanholas, das terras por onde,
predominantemente, migraram. Os nomes femininos não trazem o termo "Cigano", em primeiro lugar.
Fonte: O Exu Desvendado - Miriam de Oxalá
O POVO CIGANO DO ORIENTE E EXÚS CIGANOS, QUAL A DIFERENÇA?
O Povo Cigano do Oriente, mesmo vindo na gira de Exú, sempre deixa bem claro que ele "não é Exú", mas vem nessa Linha para poder trabalhar.
São suaves na fala, de comportamento dócil e extrema meiguice. São as únicas entidades (nas giras de Exú) que trabalham com crianças, permitindo-lhes a aproximação e os passes. Alguns até aceitam ser Padrinhos espirituais dos pequenos. Sua dança não tem o ritmo pesado dos Exús, sendo leve, marcando uma coreografia mais típica dos Ciganos através do sapatear, o bater de palmas sobre a cabeça, o estalar de dedos como castanholas.
Tanto os Ciganos quanto as Ciganas do Oriente não dão gargalhadas ao chegar, típico comportamento de pombagiras, e as cores de seus vestuários geralmente são coloridas, afastando-se do vermelho puro.
Como materiais utilizam-se de coisas aparentemente simples como frutos
(predominantemente a maçã), fitas de várias cores, perfumes, varetas de incenso, moedas, ervas, temperos (canela, cravos da índia, açúcar cristal, erva-doce, hortelã, gergelim), pães, moedas, cristais e pedras semi-preciosas, tecidos finos, jóias imantadas, muito mel e suas oferendas costumam ser mais parecidas com os pratos ciganos do que propriamente aqueles servidos a qualquer Exú.
O Povo Cigano do Oriente aprecia carne de porco, como chuletas (carré) fritas, carne de frango ou se possível, de peru com sal, temperos, às vezes com um pouco de mel em vasilhas simples, de barro ou cestos de vime.
Arroz doce, coquetéis à base de frutas (inclusive com leite condensado), licores de frutas, amam o vinho tinto, frutas variadas (apreciam muito as maçãs e os morangos), favas de pichulin
(patchouli) ralados ou não, tchalos (chás da índia com açúcar ou mel com frutas picadas), ponches, frutas secas e cristalizadas ou em calda, velas das mais diferentes cores, sempre obedecendo à receita individual de cada entidade não havendo jamais similar, mesmo que a entidade use o mesmo nome.
Nas giras, algumas gostam de ler a mão, abrir o tarô.
Enfim, portam-se como verdadeiros ciganos.
Esse Povo jamais aceita o sacrifício animal, sob nenhuma hipótese, e apresentam um diálogo mais rico, mais repleto de sabedoria do que os demais.
Já a Pomba-gira Cigana, aquela que se diz Exú, fazendo parte dessas trincheiras, mostra uma atitude muito diversa daquela relatada acima.
Quando chegam dão gargalhadas à semelhança de todas as Pomba-giras ou um grito estridente, de uma única nota aumentando a sonoridade ao final, cumprimentando Congás e Tronqueiras, exibindo o tridente (o gesto indiano de trishula) com os dedos.
Seu dançar é pesado como os demais Exús, não guardando em nenhum momento os movimentos de dança cigana, salvo tremular a mão como se segurasse um pandeiro. Como a Cigana do Oriente, giram muito.
Seus rostos apresentam uma certa alegria nervosa quando chegam no terreiro, mas logo fecham-se em um rosto muito severo.
Sua fala é similar àquela dos Exús. Seca, irônica, às vezes rude. Não procura ser simpática, sendo às vezes até dasaforada, mas sempre, em sua malícia, despertam afinidades junto ao público feminino que as procuram para tratar de assuntos como falta de emprego, dinheiro, amor. Essas Pomba-giras Ciganas também trabalham em demandas pesadas e às vezes, cruzam-se (afinizam-se) com o Povo do Cemitério. Algumas delas dizem-se "do Forno", "do Cemitério",
"da Calunga", mantendo como par vibratório, um Exú notadamente dessas regiões.
Essas pombagiras, contrariamente ao Povo Cigano, poderão vestir-se de vermelho dos pés à cabeça, mas jamais usarão o preto guardando uma antipatia por essa cor por julgá-la "de má sorte", “de luto”.
Suas oferendas costumam ser aquelas típicas de Exu, misturadas com o Povo Cigano. Assim, entre farofas e pipocas, poderemos encontrar maçãs e frutos, aceitando mel e o azeite-de-dendê, simultaneamente. Fumam cigarros, cigarrilhas e algumas ciganas fumam charutos, à semelhança de algumas mulheres desse povo, geralmente as mais velhas.
Como todo o Povo Cigano, adoram receber bijuterias como presentes por graças alcançadas, lenços, adornos simples, quando mantida a doutrina de pedir pouco, fazendo muito.
A Pomba-gira Cigana aceitará velas vermelhas (jamais vermelho e preto) e, algumas, velas cor de rosa (cor do Povo do Oriente), bem como materiais de trabalho nessa cor. Nota-se também que o uso, o manuseio desses elementos demonstram fazer um trabalho "mais pesado".
Mais parecido ao qual um Exú comum faria. Em suma, a Pomba-gira ou o Exú Cigano é uma entidade liminar, entre o Povo de Exú e o Povo Cigano.
Ela não é de todo um, nem de todo, outro. Eis porque seu tratamento e doutrina será mais severa do que a Cigana do Oriente, mais dócil e mais evangelizada.
Tanto uma quanto outra, sempre terão um nome próprio.
Assim, como exemplo, a Pomba-gira Cigana dirá chamar-se "Pomba-gira Cigana Fulana da Estrada", utilizando-se qualquer nome próprio válido dentro da grande relação existente para essas entidades.
O mesmo fará as Ciganas do Oriente, que poderão chamar-se "Cigana Fulana do Oriente", "Cigana Fulana da Estrada", "Cigana Fulana do Pandeiro" ou "Cigana Fulana Cartomante" em atributos típicos desse Povo, salientando bem que não é uma Pomba-gira comum para responder em lugares como encruzilhada, cruzeiros, calunga, forno, cemitério.
Como vemos, há grandes diferenças entre essas duas classificações, cujas diferenças as entidades apreciam muito bem mostrar para que não sejam confundidas com uma nem com outra.
Os nomes próprios possíveis para essas entidades (tanto para as Ciganas ou Pomba-giras Ciganas), sem nenhuma referência à funções espirituais que desempenhem, são:
Esmeralda, Cigano Vladimir,Cigano Hiago, Zíngara,Cigano Tarin, Cigano Miro,
Zaira, Zoraida, Saionara, Madalena Natasha, Conchita, Paloma, Palomita,
Miroan, Saian, Samir, Lemiza, Liza, Leoni, Yasmin, Íris, Katiana, Katrina, Zínara,
Sara, Sarita, Cigano Taran, Cigano Artêmio, Cigano Petrovick, Ilarin, Samara,
Melani, Cigano Juan, Sunakana, Wlavira, Sulamita, Cigano Pablo, Cigano Bóris,
Cigano Allonso, Rosita, Sarita, Najara, Cigano Ramon, Cigano Nícolas,
Cigano Hugo, Cigano Tiago, Cigano Wenceslau, Wanasha, Zilá, Carmelita, Sulamita, Wlaís, Pojiana, Taís, Fátima, Louerdes, Raí (nome feminino), Amanda,
Celina, Salomé, Ísis, Cigano Anastácio, Cigano Valdomiro, Cigano Nícolas,
Cigano Estanislau, Cigano Atanásio, Natália, Cigano Zurka, Yordana, Carmen, Carmencita, Carmita, Cigano Bela, Cigano Antonin, Laurita, Sâmara, Cigano Tíbor,
Karina, Cristal, Perla, Amarilis, Alessandra, Cigano Hector, Ivana, Cigano Pietro,
Isabelita, Clarita, Cigano Diego, Cigano Igor, Ilka, Cigano Ivan, Cigano Jamil,
Juanita, Cigano Ladislau, Ludmila, Nádia, Pepita, Pavlova, Cigano Raul, Sasha,
Soledad, Sulamita, Waleska, Cigano Yuri, Soraia ou Zoraia, Zuleika...
Cabe, como curiosidade, que os nomes das entidades Ciganas, mostram origens
eslavas, russas, árabes, egípcias, indianas e espanholas, das terras por onde,
predominantemente, migraram. Os nomes femininos não trazem o termo "Cigano", em primeiro lugar.
Fonte: O Exu Desvendado - Miriam de Oxalá
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